sábado, 7 de janeiro de 2012

Sentido da vida


Sandra Iannini

Vida... tempo corrido na pressa de observar as desordens cabíveis,
o sussurrar do vento que alisa,
nas ordens do dia que nasce.


Questiona-se a aurora ,
vigilante como música suave e tenra,
na criação do ter que nos faz retroceder...viver.


Quero provar do amor incondicional,
encontrá-lo nas estrelas, na próxima florada,
nas cirandas de crianças,
neste espírito inquieto que habita em mim.


Vida...talvez uma simples fantasia em busca de sentidos palpáveis,
semeados por cálidas gotas de orvalho em que deixei ficar meu coração!

Deus é luz.






Sandra Sena Gomes  Iannini


Nas ondas do meu ser arremeto-me em vastos corações cercados por temores, que  cansados se desesperam ,deixam-se cair exaustos sem ao menos lhes dar chance de viver o amor do Pai que os espera de portas abertas.

Ser um ser de luz é responsabilidade nossa , pois o universo através da luz Maior nos oferece as premissas para que possamos agir no resgate do nosso ser  que não mais acredita no Pai que nos  deu a vida ,e nos fez filhos da luz.

O ser foge do seu Pai quando os pensamentos se isolam da luz, e saem em direção de um incerto caminho, rodeado de obstáculos sombrios , cujo destino é a retenção da luz vinda do seu Pai que os ama integralmente.

A nossa  força mental gaba-se de seu poder ao liderar nossa consciência, que se alicia na imaginação que  concretiza  fatos, que nos jogarão cada vez mais longe do  poder de busca da luz  presente no nosso  Pai que nos criou.

Silencie seu coração por instantes, e acalme suas incertezas orando ao nosso  Pai Onipotente.

O poder da  fé presente na  oração nos conduzirá  ao nosso Pai Maior , que nos abençoará, e nos  guiará ao verdadeiro caminho da  sua luz celestial.

Nosso Pai é paciente, misericordioso, e bom.

 Aproveita este momento especial, e encha-se   desses raios abençoados do Nosso  Deus, que nos acolherá de braços abertos.

 O Pai de bondade nos  ungirá com os  raios sagrados  do  Espírito Santo ,  e  curará nossa almas na certeza de seu amor ilimitado, repleto de paz  e perdão.

Amém!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Despedida






As poesias que faço perderam a cor.
Rabisquei-as e joguei-as em terreno seco cobertas de pedras e pó.
Pobres palavras que ao pó retornaram e o vento revolto as levou embora.
Pobre de mim que fiquei sem minhas poesias.
Elas aqueciam meu coração e se faziam presentes em espaços de minha alma agora ferida por sentimentos descuidados, presos na incerteza vã de um desencanto mascarado que feriram indiferentemente meus sentimentos que imploravam atenção.
Minhas palavras suaves se perderam no deserto vazio que tomou conta de mim.
Estou acamada.
Sinto-me morrer sem o conforto de palavras que alimentavam minha alma, meu coração.
Não mais me sinto poeta, não mais me sinto ninguém.
A perda de minhas poesias declinou-me ao ócio ao qual se prende meu derradeiro suspiro.
Aos poucos agonizo e estrego meu ser a negatividade das circunstâncias que corromperam meu coração.
Frágil, despeço-me de mim!



Sandra Iannini

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Maria da Graça ( Gal )


Minha irmã Simone Sena Gomes ( Mone), homenageia a nossa prima Gal com esta bela e emocionante poesia. Tenho certeza que Gal está feliz em receber as palavras de saudade e carinho tão bem escritas pelas mãos de minha irmã.
Mone, é com muito amor que coloco sua poesia em meu blog. Muito obrigada minha linda pela oportunidade.

DE UMA COISA TENHO CERTEZA
NESTE MUNDO DE TANTAS MARIAS
NENHUMA FOI COMO VOCÊ
TÃO CHEIA DE GRAÇA

DE QUEM OS AMIGOS
LOUCOS E LÚCIDOS
EMBRIAGADOS DE SAUDADES
PINTAM NO CÉU BORBOLETAS AZUIS.

É TANTO TEMPO SEM VOCÊ
QUE NO PALCO DAS ILUSÕES
AS LÁGRIMAS DO PALHAÇO
CALOU A GRAÇA DA VIDA

E O CANTO TRISTE DO TIÊ
ECOOU NA CACHOEIRA DA FUMAÇA
ESPALHANDO O BRILHO DO SOL
NAS ASAS DE UM ANJO AZUL.

SIMONE SENA GOMES

sábado, 27 de agosto de 2011

Reinício

Encontrar pessoas como Valberto Goés é uma alegria em minha vida. É com imenso carinho que coloco esses lindos versos em meu blog do meu conterrâneo querido. Abraços poéticos para você Beto .


Existem no Grupo Bonfim belos criadores
De coisas belas e românticas que são fontes
Convidativas para novos e audazes escritores
Dispostos a descortinarem novos horizontes.

A caneta segurada firme em suaves mãos
Vai largando a sua tinta, sem gaguejar
A escrita inspirada surge como bençãos
Que fazem o leitor feliz... disposto a pensar.

É impressionante a versatilidade da rima
Majestosa e cativante são a fluência verbal
E pra adquirir a coragem que ora me anima
Voltei ao meu teste de orientação vocacional

Já vai longe o tempo em que escrever tentei
Coisas da minha infância e adolescência
Resultado é que a essa fugaz ideia abortei
Agora escrevo implorando complacência

Complacência porque se trata de reinício
Um desafio que experimento em minha vida
Quem sabe, se usar de algum louco artifício
Não deixará de ser a minha escrita insípida

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Devassidão


Mais uma linda poesia da minha amiga e conterrânea Sandra Montenegro.Leiam e se deliciem com as palvras que brotam da alma da poeta bonfinense.



Ousaria devassar tua alma
Pra ver se ainda encontro algo de mim.
Ah! e se encontrar... não saberia explicar
O que faria com o que sobrou de nós.
Mas dentro do teu coração,
Faria um altar com asas de libélulas,
Atapetaria de pétalas o chão do teu ser
Enlevada sorveria o mel de tua boca,
Pois já faz tanto tempo que
A clamorosa sequidão me faz companhia.
Como uma sombra escondida atrás do riso
E o brilho trepidante no olhar, contemplando ao longe
A mágica que nos uniu no afã da fantasia.
Trazendo em si, uma colheita de arroubos,
Promessas em expurgar aquilo que,
Nos subtraiu a paz.
Então, seu braço se faria moldura pra meu corpo,
Sequioso pelo teu, e nosso sorriso decantaria
O sedimento agro, que a vida em bandeja nos deu.

(Por Danda, inverno de 2011)

Grito


É com muita satisfação que coloco em meu blog a poesia do meu conterrâneo e grande pintor- poeta, Netto Casanova.




Há um grito de ódio
engasgado nas gargantas

Há um grito de dor
naqueles que estão nos leitos

Há uma sede de justiça
naqueles que foram violentados

Há uma ira insana
na face dos algozes que matam

Há uma cruel divisão
entre ricos e pobres na partilha do pão

Há um fogo que acende
quando os amantes estão na cama

Há uma desesperança
no povo que habita as favelas

Há um filé especial na mesa do nobre
e falta farinha e feijão na boca do pobre

Há uma revolta
terrível que nos enfurece


Netto Casanonva 13/06/2011