segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Diálogo de amor.

  










As vezes que te encontrei não foi por acaso , estavas atrasado  a combater as horas loucas que te afastavam de mim. Desta vez , porém, encontrei-te do outro lado da calçada. Transpus as pedras fáceis que desnudaram  meus pés ,e firme me deixei levar até ti. Joguei-me  e agarrei-me em teu torso firme . Não te convenci, decerto. Achaste -me louca,  Pouco me importou  a tua opinião. Deitei meus cabelos  em teu peito que ufanou e me prendeu. Contorci-me em ti. Esfreguei-me toda. Queria amar-te, simplesmente.Aquietei-me em teus lábios que  me beijou  com paixão.Ali fiquei. Enfim, tu me entendes!

domingo, 21 de outubro de 2012

Nossa Mãe Maria







 Ave,  a ti, Mãe Maria, Mãe de todos nós, que estás no Céu, e em todos os locais que circula  o amor pleno de bondade e fé.

 Cuidai, Mãezinha querida  de nossos corações  que ansiosos lhe buscam o manto  azul , todo ele encoberto pela dor da crucificação de teu filho, o salvador dos homens , o nosso Cristo - Rei.

Cheia de graças, tu és, Mãe minha, sempre a embalar os teus filhos na lamentação das preces  que de mãos postas te reverenciam.

Sejais, neste instante, a nossa mãezinha misericordiosa  , e ensina-nos este teu amor incondicional, alento certo em nós, teus aprendizes na luz!

Amém!

Sandra Sena Gomes Iannini

sábado, 13 de outubro de 2012

Deus não manda, Deus ensina






A vida é uma poesia nata
Às vezes simples por vezes cruel. Mas, cabe a nós mudá-la sem subterfúgios que alicie nossas vontades, ainda presas por grades enganosas em que sufocam a nossa esperança de vivermos felizes, livres dos nossos espaços tumultuados por incertezas que afligem nossas almas, e faz doer nossos corações que imploram felicidade a nós, e aos nossos irmãozinhos que habitam o Planeta Terra.

Devemos, pois, fazer uso de nossa força interior adquiridas pela fé no Pai que nos criou, e criou a Mãe Terra, que soberana nos semeou, e nos fez árvores da vida que nos pertence, doada amorosamente por Deus-Pai que nos deu o livre arbítrio para invadir pomares que necessitam do nosso exemplo de seres de energia curadoras, herança divina do  nosso Pai Maior, que nos ama, e nos quer seres do bem, jardineiros em campos cujas sementes brotarão frutos e flores perfeitos, capazes de espalhar amor em todas as camadas da Mãe Terra.

 É dever nosso deixar as incertezas serem levadas pelas enxurradas cor de barro, vê-la serenamente escorrer entre os entulhos por nós criados, sendo molhadas e alimentadas por chuvas traiçoeiras, e inesperadas, que desceram de nuvens escuras no intuito de nos alertar a vivermos o aqui e agora, dando-nos, assim, a chance de repensarmos nossos atos e pensamentos, enchendo-
nos de coragem para podermos tomar as rédeas da nossa carruagem, e assim, vencermos nossos medos rumo a dias melhores, esculpidos no céu por luzes de cores vivas, deixadas por um arco- íris brilhante, guiando-nos, assim, para o caminho da luz, da fé, enviadas pelo Pai do Universo que nunca desiste de seus filhos, e que sempre conspirará a favor do nosso crescimento interior rumo a nossa verdadeira felicidade. Amém

domingo, 23 de setembro de 2012

Bagasom








Éramos cinco apaixonados vilões musicais, cercados por cifras, e embriagados de acordes e melodias.


Éramos nós, um coral afinado, preso ao infinito musical de notas que nasciam do pinho forte do Mestre Bagá.

Vivíamos bossanovando nas terras do sertão, agraciados pelo fole forte da sanfona de Luís, o Gonzagão.

Vinicius, o poetinha, nos visitava cordialmente, sempre em companhia de Toquinho, ás vezes Chico, Baden, Elis, que trazia a tiracolo Gal, Caetano e Gil.

No palco do Bagasom;  Renato, Glória, Sandra, Zé Ragone, e João, recebiam Washington, Gil, Deny, Zecrinha , tantos amigos que bagateavam num desejo uníssono de amor, violão e poesia!

sábado, 22 de setembro de 2012

Minha Bahia querida


 


 Meu canto se torna triste quando anseio ao som dos atabaques resgatar sons da minha Bahia querida,com suas alegorias festivas, totalmente Rainha do meu carnaval.
Minha cor é parda. Foi do ébano que aflorei faceira a sorrir pelo contato da areia quente das praias banhadas pelas canções de Caimmy, a chamar pelo vento com a cumplicidade de Marina, e João Valentão.
A força que tenho é movida pela esperança de estar contigo um dia Bahia, poder sentar no Vesúvio, e gozar da  companhia de Jorge Amado para depois ouvir o poetinha cantar Tarde em Itapoã.
Penso também nas nossas raízes de Zumbi e sacolejo ao som de tambores vindos quem sabe do céu, renascidos pela saudade que sinto de Mãe Menininha do Gantoá.
Abraço-lhe, minha Bahia querida, e encho de alegria os meus dias, cientes de sua existência vizinha, parceira desta mineirice absorvida nas montanhas cobertas de ipês e lobos guarás.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Que coisa boa é este povo mineiro, uai,sô!




Que coisa boa é este povo mineiro...sô!
Falam rapidim dimais da conta, enquanto  unem  palavras, e mandam  de um jeitim especial  você esperar um trem  vindo de bem   pertim  , mas que demora muito de chegar.


 Que coisa boa é este povo mineiro...sô!
Cercados por lindas montanhas, adoram um dedo de prosa na venda da esquina ,e  com sua maneira mansa de come quieto,  observam as meninas a desabrochar.


Que coisa boa é este povo mineiro...sô!
Com suas casas de janelas e portas sempre  abertas ,  de onde  exala o cheiro bão de torresmo, feijão tropeiro, pão de queijo e broa de fubá.

Que coisa boa é este povo mineiro...sô!
Seus casarões conspiram com o Alferes pela preservação de suas cidades históricas, lendas vivas, passadas a patrimônio Nacional.


Que coisa boa é este povo mineiro..sô!
Suas igrejas barrocas esculpidas por Aleijadinho e Mestre Athaide , divinizam a religiosidade e fé, presentes neste povo abençoado por Jesus, Maria e José!

sábado, 8 de setembro de 2012

Luto de amor



As lágrimas que escorrem pelo seu  rosto me falam do seu luto.

Luto pelo amor que sente, e que perdeu tão descuidadosamente.

Um  adeus seco rompeu e calou seu coração sedento de paixão
 por aquele  amor que lhe fazia  andar, respirar, viver!

 A dor lhe oprime o peito que sofre.

 Escancara-se a  verdade omitida pela ilusão de amor eterno. 

Seu corpo frágil  silencia ao reconhecer  as mazelas que a  vida lhe jogou tão drasticamente

 O  desespero  toma conta do seu ser, que  clama pela volta  do amor que se foi .

 Seus   passos  não sabem mais a quem seguir . 

Seus  braços se jogam a  procura daqueles braços que lhe aprisionou e a fez feliz.

Em silencio seu mundo desaba, e leva  consigo os risos, os gemidos loucos e apaixonados  numa entrega de corpos molhados pela paixão que os envolveu um dia . 
   
 Seu mundo perdeu a cor,  a razão de existir .

Uma névoa úmida  passeia por seus olhos que leem sua história de amor escrita em breves linhas num livro chamado saudade.